terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Publicis Groupe deve absorver a GP7

Agência brasileira de Gustavo Paulus atende as contas do Grupo CVC

em estágio avançado a negociação entre o Publicis Groupe e a agência brasileira GP7, controlada pelo empresário Gustavo Paulus. O acordo prevê a compra de participação majoritária na GP7. A agência passaria a ser uma nova marca da rede Publicis Worldwide, que no Brasil já controla Publicis, Salles Chemistri, AG2 Publicis Modem e Publicis Dialog. Este grupo de agências se reporta a Orlando Marques, CEO e presidente da rede Publicis Worldwide no Brasil.

A aquisição da GP7 é considerada estratégica pelo Publicis Groupe, já que a agência atende o Grupo CVC, em franca expansão, com enorme potencial de crescimento internacional e um dos principais players brasileiros da área de turismo – um dos segmentos que mais será impactado pela realização no País da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Tanto a CVC como a GP7 são negócios fundados pela família Paulus. Entretanto, no início do ano passado o controle majoritário (cerca de 63%) da operadora de turismo CVC foi vendido pelo seu fundador Guilherme Paulus para o fundo norte-americano de investimentos Carlyle.

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Fonte: Meio & Mensagem

Clube dos 13 convoca interessados no Brasileirão

Entidade que representa os principais clubes brasileiros de futebol publica anúncio convidando empresas a apresentarem propostas pela aquisição dos direitos do Campeonato Brasileiro do triênio 2012-14 em cinco plataformas

 O Clube dos 13, entidade que representa os interesses dos principais clubes do futebol brasileiro, publica nesta sexta-feira, 18, um anúncio nos jornais Folha de S. Paulo, O Globo e Lance, convocando empresas interessadas nos direitos de transmissão do campeonato brasileiro no triênio 2012-14 a apresentarem propostas para as cinco plataformas disponíveis – TV aberta, TV fechada, pay-per-view, Internet e Telefonia móvel.




No texto, assinado pelo diretor-executivo Ataíde Gil Guerreiro, o Clube dos 13 informa que uma série de reuniões já está em curso. Segundo apuração de M&M Online, já se reuniram com a entidade as três emissoras interessadas nos direitos da TV aberta – Globo (representando as Organizações Globo), Record e Rede TV -, além de Terra, ESPN e Traffic.


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Fonte: Meio & Mensagem

Governo Federal anuncia nova marca

O  governo federal apresentou a nova marca e a assinatura "Pais rico é pais sem pobreza", que sucede a anterior - "Brasil, um país de todos".

A criação é toda assinada por Marcelo Kertész, VP de criação da Africa, que deixou a agência do grupo ABC durante as eleições para integrar a campanha chefiada por João Santana que elegeu Dilma Rousseff. Kertész, segundo a Secom, não recebeu cachê e teria doado os direitos de uso da marca ao novo governo.

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Fonte: Meio & Mensagem

Revista Crescer se destaca na Editora Globo

Publicação aumentou em 17% suas vendas totais e registrou o maior crescimento entre os títulos da casa


Voltada a mães e pais de filhos com até oito anos de idade, a revista Crescer foi – ao lado da Quem – a publicação que apresentou maior crescimento de vendas em 2010 entre os títulos da Editora Globo. Com vendas totais 17% superiores do que no ano anterior, a Crescer viu seu número de assinantes aumentar em 14% e o de vendas avulsas em 30%. Segundo balanço da editora, as outras publicações que se destacaram foram Pequenas Empresas & Grandes Negócios e Auto Esporte, ambas com crescimento de 16%.




Líder no segmento, a Crescer também conseguiu replicar o sucesso de crescimento em seu site. De acordo com dados do Ibope, o endereço da revista na internet teve uma média de 777 mil visitantes únicos por mês, número 70% superior ao registrado pela concorrente direta. "Seja na edição impressa, no site, eventos ou nas redes sociais, a Crescer trabalha para entender o comportamento das famílias contemporâneas. Procuramos nos aproximar da realidade dos chamados "novos pais" e de tudo que envolve as crianças de hoje para levar novidades e soluções ao universo de quem tem filhos", afirma Paula Perim, diretora de redação da Crescer

Fonte: Meio & Mensagem

Decreto enxuga Casa Civil e deixa o órgão mais político

A presidente Dilma Rousseff transferiu nesta sexta-feira (18) à Secretaria Geral da Presidência, comandada pelo ministro Gilberto Carvalho, uma série de atribuições burocráticas antes de responsabilidade da Casa Civil.



A medida dá seguimento à intenção do ministro Antonio Palocci de transformar o órgão em um braço de assessoramento político e técnico à presidente.



O decreto publicado hoje no "Diário Oficial da União" põe sob responsabilidade da pasta de Carvalho a Secretaria de Administração --responsável por todas as licitações ligadas ao dia a dia do Palácio do Planalto.



Também saiu da Casa Civil a Secretaria de Controle Interno, que tem, entre suas atribuições, a realização de auditorias sobre o uso de recursos federais por órgãos e entidades públicos e privados.



Com o enxugamento da Casa Civil, o órgão perde 224 cargos para a Secretaria Geral.



Antes da transferência desses dois órgãos, a Casa Civil também perdeu o controle sobre a execução do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), principal programa de investimentos do governo federal, e do Minha Casa, Minha Vida.



Também saiu do guarda-chuva da pasta de Palocci o Arquivo Nacional e a gestão do Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia).


Fonte: Folha.com

PT racha até para segundo escalão da Câmara

O racha petista iniciado no processo que levou Marco Maia (RS) à presidência da Câmara dos Deputados ganhou um novo capítulo e deverá chegar ao gabinete de Dilma Rousseff.



A disputa agora é pela vaga petista no grupo de sete deputados que auxiliarão Cândido Vaccarezza (SP), confirmado por Dilma como líder do governo na Casa, apesar da pressão contrária do grupo de Maia.



Na última quarta, a ala do presidente da Câmara definiu, em reunião presidida pelo próprio Maia, que Odair Cunha (MG) será vice-líder do governo na vaga petista.



O problema é que Cunha foi um dos líderes da articulação que tirou Vaccarezza da disputa pela presidência da Casa, ou seja, integra a equipe do adversário interno.



"Acho uma indelicadeza com o líder do governo que chefes de tendências que não representam o conjunto da bancada se reúnam e decidam quem será vice-líder sem incluir nesse processo de discussão o próprio líder do governo. Até hoje ninguém me procurou", afirmou Vaccarezza.



Segundo ele, os sete vice-líderes do governo só serão definidos em março, após o Carnaval. O líder disse não ter discutido nomes, mas integrantes de sua ala trabalham para emplacar José Guimarães (CE).



DECISÃO DE DILMA


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Fonte: Folha.com

Paulo Skaf estuda trocar PSB por PMDB

Segundo reportagem da Folha de São Paulo, o presidente da FIESP / CIESP, candidato derrotado ao Governo de São Paulo pelo PSB tenta espaço no PMDB, após a morte de Orestes Quércia, para cacifar-se ao posto de candidato a Prefeitura de São Paulo.

Paulo Skaf estuda trocar PSB por PMDB
O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, que se candidatou ao governo paulista no ano passado, não descarta a transferência do PSB para o PMDB.



"Meu projeto neste momento é ser candidato à reeleição da presidência da Fiesp e do Ciesp para o próximo quadriênio. Agora, as coisas são muito dinâmicas, a política é muito dinâmica e o futuro a Deus pertence. Você não pode prever o que vai acontecer", disse Skaf.



A declaração foi feita após encontro com o vice-presidente Michel Temer, presidente licenciado do PMDB, que afirmou que "as portas estão abertas" para Skaf.



Segundo auxiliar próximo a Skaf, a ausência do ex-governador peemedebista Orestes Quércia, morto em dezembro passado, pode auxiliar na decisão de troca de legenda, uma vez que os dois não eram próximos.



Skaf também se sente atraído pela estrutura do PMDB, que considera superior a que teve que lidar no PSB na eleição passada. A candidatura à Prefeitura de São Paulo é o principal foco das conversas.


Fonte: Folha.com

Kassab troca assessoria para tentar retomar popularidade

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19/02/2011 - 08h02

Kassab troca assessoria para tentar retomar popularidade

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CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), vai trocar toda a sua estrutura de assessoria de imprensa no ano pré-eleitoral.

A reestruturação --que requer a abertura de processo de licitação em 24 secretarias municipais-- acontece num momento em que pesquisas internas apontam uma estagnação do índice de popularidade de Kassab.

Segundo pesquisa Datafolha feita em novembro, Kassab tinha 37% de aprovação contra 31% de reprovação. E até agora não se recuperou, de acordo com aliados.

A mudança atenderá ainda a uma recomendação da Secretaria de Assuntos Jurídicos, contrária ao atual modelo de contratação.

Hoje, 12 empresas --credenciadas num único processo de seleção-- prestam serviço para toda a máquina da prefeitura. Mas, até o fim do ano, cada uma das secretarias abrirá um processo próprio para contratação de sua assessoria.

O redesenho poderá produzir aumento de gasto, a julgar pela única licitação aberta até agora: para assessoria de imprensa para o gabinete do prefeito.

A proposta prevê uma despesa de até R$ 1,7 milhão por semestre --14,67% a mais do que o R$ 1,5 milhão atualmente pago.

Segundo o secretário municipal de Comunicação, Marcos Vinicius Sinval, esse teto foi fixado após tomada de preços no mercado. Mas o valor do contrato só será conhecido no processo de licitação, já que a apresentação de menor preço é um dos critérios de escolha.

Em 2011, a prefeitura prevê gasto de R$ 126,4 milhões com publicidade. Em 2010, foram R$ 108,9 milhões.

Fonte: Folha.com

Aécio quer aproximar PSDB de sindicatos

O encontro com representantes das centrais sindicais na semana passada foi o ensaio de uma estratégia mais ampla do PSDB para tentar obter uma interlocução com as entidades trabalhistas.



O diagnóstico é que, para voltar ao poder, o partido precisa ampliar sua base social e romper o monopólio do PT junto às centrais sindicais --que, além de reunirem expressivo número de filiados, dispõem de ampla estrutura de propaganda política.



A aproximação com os sindicatos faz parte do projeto do senador Aécio Neves (MG) para tentar se cacifar para a eleição presidencial de 2014.



O principal alvo dos tucanos é a Força Sindical, ligada ao PDT do ministro Carlos Lupi (Trabalho) e de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.



A aproximação entre Aécio e Paulinho irritou tanto o Palácio do Planalto quanto a ala tucana ligada a José Serra, que defendia R$ 600 para o mínimo. Aécio encampou os valor das centrais: R$ 560.



Em Minas, a Força apoiou a eleição de Aécio e do governador Antonio Anastasia. A Social Democracia Sindical e a CGT (Central Geral dos Trabalhadores) também gravitam na órbita tucana.



BLOCO MONOLÍTICO



Apesar da derrota inconteste que sofreu na votação do mínimo, a oposição avalia que o debate serviu para provocar a primeira cizânia na unidade sindical em torno do governo, inabalável na gestão Luiz Inácio Lula da Silva.



Além da já umbilical ligação entre a CUT e o PT, Lula conseguiu fidelizar também as demais entidades.



Isso se deu graças à divisão de cargos em organismos do governo e, principalmente, ao repasse do imposto sindical para as seis centrais, o que irrigou seus cofres comR$ 146 milhões desde 2008.



Ricardo Antunes, professor de Sociologia do Trabalho da Unicamp, já comparou o movimento feito por Lula à relação entre os sindicatos e Getúlio Vargas, criador do imposto sindical.



Outros estudiosos chamaram o fenômeno de "neopeleguismo'', novamente em alusão à era Vargas.



"Não podemos deixar como única alternativa para essas forças se aliar ao PT", disse Aécio à Folha. Ele argumenta que "não existe partido social-democrata no mundo sem uma seção sindical".



Num sinal de que também esse tema não é unânime no PSDB, o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), um dos principais porta-vozes do grupo serrista, acha que o partido não deve buscar com os sindicatos a mesma relação que o PT criou.



"Sempre tivemos ponte com o movimento sindical, mas nunca tivemos a intenção de aparelhá-lo."



Ele criticou o fato de as centrais serem "alimentadas pelo imposto sindical" e atuarem como "correia de transmissão do governo''.



Sobre os embates entre sindicatos como a Apeoesp (que reúne os professores paulistas) e o governo tucano em SP, Nunes diz que essas entidades atuam como partidos. "São inimigos dos progressos na educação.''



Ele defende que a interlocução do PSDB com o movimento sindical se dê por meio de entidades independentes. "Respeitamos a autonomia sindical.''




Fonte: Folha.com

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Aposentados da Previ terão aumento de 20% no benefício

Enquanto alguns Fundos de Pensão de Empresas Estatais fazem investimentos estranhos, pouco ortodoxos e sem nenhuma comprovação de retorno futuro. Enquanto esses mesmos Fundos de Pensão têm déficit atuarial, a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil dará um aumento de 20,00% no seu benefício. E isso não é tudo! Pagará 14 parcelas de uma única vez.

Veja...

Aposentados da Previ terão aumento de 20% no benefício

Os aposentados e pensionistas do Plano 1 da Previ, o fundo de pensão do Banco do Brasil, receberão em até quatro dias úteis o primeiro crédito do benefício especial temporário a que têm direito devido ao superavit do plano, que engloba os funcionários admitidos até dezembro de 1997.


Esse benefício corresponde a 20% do complemento da Previ, logo não engloba a parcela do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), e será pago enquanto houver recursos disponíveis no chamado Fundo de Destinação. O valor que será creditado neste mês para mais de 86 mil aposentados e pensionistas é referente a 14 parcelas, incluindo as 12 já previstas e mais duas correspondentes a janeiro e fevereiro.

As demais serão creditadas junto com as respectivas folhas de pagamento, no dia 20 de cada mês. O mesmo percentual será projetado para os participantes da ativa e creditado em uma conta individual, podendo ser sacado quando se aposentarem.


A alteração do regulamento do Plano 1 foi aprovada nesta terça-feira pela Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), a última instância necessária para que os recursos excedentes sejam destinados aos participantes, e inclui ainda a manutenção da suspensão integral das contribuições --o que já vem acontecendo desde 2007-- do Banco do Brasil e dos participantes por mais três anos consecutivos.

Ao todo, o Plano 1 da Previ tem cerca de 120 mil participantes, dos quais mais de 33 mil estão na ativa.

Em comunicado, os membros da diretoria executiva da Previ avaliam que "a construção do processo de destinação do superávit, desde os primeiros debates com entidades dos participantes até o referendo dos associados e aprovação dos órgãos reguladores, foi muito importante para o sucesso de uma operação dessa magnitude, com a distribuição de recursos da ordem de R$ 15 bilhões".

Fonte: Folha.com

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Com Rockfeller, o petróleo virou arte

John Rockefeller foi o homem mais poderoso de seu tempo — seus descendentes souberam transformar aquele poder todo num vasto legado artístico


Nascido em 1839, o americano John Rockefeller foi o empresário mais rico, mais influente e, possivelmente, mais odiado da história. É difícil, hoje em dia, compreender a magnitude de seu poder. Sua Standard Oil tinha o virtual monopólio da indústria de petróleo nos Estados Unidos — e esse monopólio, claro, foi construído na marra. Rockefeller acabou entrando para a história como um dos “robber barons”, termo que, traduzido livremente, significa algo como “magnatas ladrões”.

Sua extrema impopularidade acabou facilitando o fim do monopólio da Standard Oil, em 1911, num processo histórico decidido na Suprema Corte americana. No século seguinte, os descendentes de Rockefeller empreenderam uma notável transformação no tipo de atributo que se associa a seu nome. A família decidiu transformar a riqueza vinda do petróleo numa série de instituições dedicadas às artes. Sem eles não haveria o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA). Ou o Rockefeller Center, ícone da art déco (e um dos rinques de patinação no gelo mais famosos do mundo).

O Lincoln Center, casa da Ópera e da Orquestra Filarmônica de Nova York. Outras dezenas de projetos no último século, como a restauração dos palácios de Versalhes e Fontainebleau, na França, tiveram dinheiro e envolvimento de membros do clã. E, cinco anos atrás, David Rockefeller, único neto vivo do fundador da Standard Oil, doou 100 milhões de dólares ao MoMA, quantia recorde. A transformação da família — de “magnatas ladrões” a padrinhos das artes nos Estados Unidos — é o tema do recém-lançado America’s Medicis (“Os Médici da América”, numa tradução livre), escrito pela jornalista Suzanne Loebl.


A rigor, a mutação descrita no livro tem suas origens no próprio patriarca da família. Apesar de sua notória brutalidade nos negócios, Rockefeller também tinha seu lado filantropo — alguns, inclusive, atribuem a ele o nascimento da filantropia como a conhecemos hoje. Ele foi um dos fundadores da Universidade de Chicago, no fim do século 19, e seu investimento em pesquisas médicas ajudou a desenvolver a vacina contra a febre amarela. Mas foi a geração seguinte que transformou a filantropia em alvo de dedicação exclusiva. Seu único filho homem, John Rockefeller Jr., herdou do pai a religiosidade. Já adulto, Júnior dava aulas semanais de estudos bíblicos numa igreja na Quinta Avenida, em Nova York. Após graduar-se, trabalhou na Standard Oil. A vida não era fácil. Ele escreveu um discurso, nunca lido, intitulado “A dificuldade inerente à condição de ser filho de um homem muito rico”. Angustiado, demorou décadas para encontrar sua vocação — a filantropia — e sair da sombra do pai.

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Fonte: Revista Exame

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Como lucrar com serviços grátis (ou quase)

Como é possível sustentar uma plataforma de jogos online com 20 milhões de usuários que não são obrigados a pagar absolutamente nada para utilizar o serviço e ainda lucrar com o negócio? A Mentez, desenvolvedora do Colheita Feliz, jogo que virou febre no Orkut, dá a receita: fazer com que 1 milhão de jogadores paguem pelos outros 19 milhões que não estão dispostos a colocar a mão no bolso.
A companhia faturou nada menos que 38 milhões de dólares com seus jogos sociais no último ano e espera elevar a cifra para 58 milhões de dólares neste ano. O alicerce do crescimento é o modelo de negócios “freemium”, que está por trás de alguns dos serviços mais bem-sucedidos da internet, como Skype, Flickr e LinkedIn.
Praticamente toda a receita da Mentez vêm de usuários que não se contentam com os recursos oferecidos na versão gratuita dos jogos e estão dispostos a pagar para ter algumas vantagens adicionais. Pode ser uma peça de decoração temática ou uma plantação diferenciada para a sua fazenda no Colheita Feliz, roupas e acessórios exclusivos para sua modelo no Vida nas Passarelas ou fichas extra para turbinar seu desempenho em Sociedade Pôquer.
A premissa é sempre a mesma: a maioria dos usuários desfruta dos serviços “free” enquanto uma pequena parcela paga pelos recursos “premium” – daí a origem do nome “freemium”, que funde os dois conceitos em uma só palavra.
“Nosso modelo de negócio é dar de graça algo que basicamente tem um custo muito pequeno para nós – ligações em áudio e vídeo de Skype para Skype – para que possamos atrair consumidores suficientes para cobrar por coisas que nos custam mais para oferecer”, explica Alejandro Arnaiz, o gerente sênior de desenvolvimento de negócios do Skype para América Latina.
Foi com esta estratégia que a companhia conseguiu acumular mais de meio bilhão de usuários registrados. Destes, apenas 8,1 milhões pagam para usar os serviços. Ainda assim, a empresa faturou 406 milhões de dólares o primeiro semestre de 2010 (o balanço anual ainda não foi divulgado) e teve lucro de 13,1 milhões de dólares.
O modelo é especialmente interessante para empresas em início de vida, que precisam tornar seus serviços conhecidos. “A ideia é não criar nenhuma barreira de entrada”, define Tahiana D'Egmont, chief marketing officer da Vostu, concorrente da Mentez no segmento de jogos sociais.
Com a abordagem, a empresa atraiu 37 milhões de usuários para os seus jogos em apenas 16 meses. Embora 98,5% dos usuários não paguem nenhum centavo, alguns clientes chegam a gastar até 500 reais por mês com serviços premium. O mercado em que a Vostu e a Mentez estão inseridas deve gerar mais de 1 bilhão de dólares em receita este ano, somente nos Estados Unidos.

Embora seja uma das alternativas, o modelo freemium não é a única maneira que uma empresa tem para monetizar seus serviços sem cobrar da maioria dos usuários. A mais difundida é o patrocínio por anunciantes. Grande parte dos serviços que utilizamos hoje gratuitamente na internet – e-mail, buscas, redes sociais, blogs, entre tantos outros – é mantida por meio da publicidade.
Na prática, muitas empresas optam por estratégias híbridas, que unem o modelo freemium e a publicidade. A combinação é especialmente importante para que um serviço se pague até atingir massa crítica.
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Fonte: Revista Exame

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

PSC quer rever pacto federativo para ampliar recursos dos municípios

O Partido Social Cristão (PSC) terá como prioridade nesta legislaturaEspaço de tempo durante o qual os legisladores exercem seu poder. No Brasil, a duração da legislatura é de quatro anos. rever o pacto federativo para garantir mais recursos públicos para os municípios. “Os municípios são responsáveis pela grande maioria dos investimentos, educação, saneamento, mas não têm retorno tributário para isso”, diz o novo líder, deputado Ratinho Junior (PR), eleito na semana passada, em substituição ao deputado Hugo Leal (RJ).




Segundo o parlamentar, é necessário fazer um levantamento do custo por habitante, em relação aos recursos públicos geridos pelos municípios, para poder discutir a redistribuição dos tributos com a União e os estados. Ratinho Junior defende também uma simplificação dos impostos. “São assuntos extremamente complexos. Regiões e bancadas têm seus interesses e pensam de maneiras diferentes.”



Minirreformas políticas

O líder do PSC também defende minirreformas políticas que priorizem o fortalecimento dos partidos, com destaque para a fidelidade partidária. “Hoje o Brasil não tem partidos consolidados, com suas ideologias e pensamentos de gestão”, avalia.



O deputado se propõe a discutir a adoção do voto em lista fechada. Ele observa que a reforma política, “por ser um tema muito complexo”, não pode ser feita de uma vez.



Vaquinha de presépio

Ratinho Júnior diz que o PSC tem o compromisso de fortalecer-se como partido de médio porte. “Ser médio não é ser vaquinha de presépio”, alerta o líder. O partido cresceu quase 90%, na comparação entre a legislatura anterior e a atual: subiu de 9 para 17 deputados.



O deputado lembrou ainda que, nos últimos quatro anos, o relacionamento com o governo era mais pessoal do que formal. “Hoje, os projetos serão analisados por toda a bancada de forma mais independente, focando na ideologia do partido”, explica o líder do PSC.



Perfil

Ratinho Júnior foi o deputado federal mais votado no Paraná, com 358.924 votos, o equivalente a 6,32% do total de votos válidos. Em 2002, aos 21 anos, foi o deputado estadual mais votado da história do estado, com mais de 189 mil votos. Em 2006, obteve a segunda maior votação para a Câmara dos deputados, com 205 mil votos.



O parlamentar já atuou na Casa como titular na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e, como suplente, nas comissões de Defesa do Consumidor; de Turismo e Desporto; e da comissão especial que trata do Transporte Coletivo Urbano.



Nascido em 19 de abril de 1981, em Jandaia do Sul (PR), Ratinho Junior formou-se em Marketing e Propaganda pela Faculdade Internacional de Curitiba, em 2004. Já foi empresário, diretor de empresas e comunicador, profissão que ainda exerce. Ratinho Júnior tem o programa “Microfone Aberto” na Rádio Massa FM e alguns minutos diários na Rede Massa de Televisão, com o programa “Direto de Brasília”.

Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/POLITICA/193383-PSC-QUER-REVER-PACTO-FEDERATIVO-PARA-AMPLIAR-RECURSOS-DOS-MUNICIPIOS.html